Di Vorta pro meu aconchego

Bom dia meus amigos queridos. Estive meio ausente aqui do blog. Primeiro foi a net que funcionava só á pedal. Depois minha princesa fez uma cirurgia e eu fui enfermeira em tempo integral. E depois, machuquei minha coluna e estou andando igual o Frankstein....só consigo mexer os zóios.....rs

Postei um vídeo de uma banda que eu amava na minha pré- adolescência, alguém lembra dela? Saragossa Band.Ofereço a todos vocês, assim que melhorar a minha coluna, irei balangar o esqueleto novamente com este som....rs

Um beijo grande a todos. Logo visitarei um por um, estou com muita saudade.

Um grande beijo

Cy

terça 30 agosto 2011 05:22 , em Vídeos


Ausência

Meus queridos amores. Peço desculpas por não visitá-los. Minha net está com problemas devido a algumas obras que estão fazendo aqui numa rodovia. Não estou conseguindo ficar on line por muito tempo. Assim que normalizar, estarei de volta. Até lá, sintam-se beijados, abraçados, amassados e cafunézados....rs

Amo vocês muitão.

Beijão com todo meu carinho

Cy

quinta 11 agosto 2011 04:52


She's Like A Rainbow - Rolling Stones - (Ela é um Arco - Íris)

She's A Rainbow

She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She's like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She's like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

Have you seen her dressed in blue
See the sky in front of you
And her face is like a sail
Speck of white so fair and pale
Have you seen the lady fairer

She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She's like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

Have you seen her all in gold
Like a queen in days of old
She shoots colors all around
Like a sunset going down
Have you seen the lady fairer

She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She's like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

She's like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

Ela é um arco-íris

Ela chega em cores em todo lugar
Ela penteia os cabelos dela
Ela é como um arco-íris
Trazendo cores no ar
Oh, em todo lugar
Ela chega em cores


Ela chega em cores em todo lugar
Ela penteia os cabelos dela
Ela é como um arco-íris
Trazendo cores no ar
Oh, em todo lugar
Ela chega em cores


Você tem visto ela vestida de azul
Ver o céu na sua frente
E o rosto dela é como uma vela
Manchada de branco tão clara e pálida
Você tem visto a dama mais bela


Ela chega em cores em todo lugar
Ela penteia os cabelos dela
Ela é como um arco-íris
Trazendo cores no ar
Oh, em todo lugar
Ela chega em cores


Você tem visto ela toda em dourado
Como uma rainha em dias antigos
Ela lança cores por aí
Como um pôr-do-sol caindo
Você tem visto a dama mais bela


Ela chega em cores em todo lugar
Ela penteia os cabelos dela
Ela é como um arco-íris
Trazendo cores no ar
Oh, em todo lugar
Ela chega em cores


Ela é como um arco-íris
Trazendo cores no ar
Oh, em todo o lugar
Ela chega em cores

sábado 06 agosto 2011 13:41 , em Vídeos


Travessia

Blog de mommentumadinfinitum :Mommentum ad Infinitum, Travessia

O Caminho fluía sereno, sem jamais fazer perguntas. Não porque temesse as respostas, mas simplesmente porque se bastava. Servia aos viajantes famintos, doando a sabedoria de quem é instrumento.
Alimentava-se da persistência dos passos ritmados e constantes. Aprendera desde cedo a identificar a certeza e a esperança, assim como também o medo e a covardia.
Muitos pereciam em seu leito, mas ninguém parava para compadecer-se. Então o Caminho se encarregava de absorvê-los e sepultá-los dentro de si.
Como todas as coisas necessitam morrer para nascer novamente, o Caminho também terminava a sua jornada. Sua morte, dava-se no encontro com um profundo charco, onde o Medo exalava soberania. Não havia vestígios da antiga beleza do lago, que fora invadido por plantas aquáticas, reproduzidas com tal voracidade, que haviam há muito, coberto o seu espelho.
Neste encontro fatídico previsto pela Vida, o Caminho entregava as criaturas á própria sorte. Algumas se sentavam, supondo que, tal qual acontecera com o Caminho, também haviam chegado ao seu destino. Mas a sensação de fome gritava que havia ainda um vazio por alimentar. Então, desesperançadas e aflitas, se lançavam no meio do lodo, sabendo não serem grandes o bastante para vencê-lo ou domá-lo.
A morte certa não entristecia, e, enquanto sentiam o corpo sendo corroído pela Impotência, nascia nelas o alívio. Era ali, neste instante, onde de famintos, transmutavam-se em alimento. Um ultimo olhar, lançado ao Caminho, era de gratidão.
Mas a conformidade não habitava o íntimo de todos, e, uma Criatura ergueu-se sobre sua rebeldia diante do destino há muito acertado e o renegou. Era o mesmo ser que, ao longo do Caminho, deixara atrás de si, doces cânticos de alegria.
O caos instalado pelo descompasso de seu grito agudo, enfureceu as forças regentes e com um urro escondido dentro de um sopro indignado, a tal Criatura foi lançada para dentro do lago morto.
Deveria, como acontecera com todas as outras, submergir e se entregar ao ocaso. Mas eis que a esperança contida no clamor dos que esperavam, fez a Criatura dobrar o seu tamanho. Com as pernas fortalecidas pela determinação, pôs-se a perscrutar e a medir o fundo do lago.
Estava pronta para prosseguir. Sabia que chegaria ao outro lado, onde vislumbrava o nascer de um novo caminho.
Quando ia começar sua nova jornada, ouviu o choro sentido dos que, fracos e perdidos, pela constatação da própria incapacidade, pediam ajuda.
Neste instante, uma cálida lágrima, sangrou na alma da Criatura e ela compreendeu a cilada que caíra: Não prosseguiria. Havia chegado ao seu lugar. E com passos mansos, aproximou-se da margem e doou seus ombros. De imediato a fragilidade neles se agarrou, e lentamente ela a carregou até o outro lado.
O ELO

A voz sempre tão vívida que nascia todos os dias na alma da Criatura, com o passar do tempo, emudeceu. A solidão profunda e cruel, com um golpe certeiro, desferido em seu coração, partiu a esperança e despedaçou seus sonhos.

A pobre criatura clamou por misericórdia. E foi ali, no limite da vida e a morte, que a resignação por fim, a encontrou. Embalada pelas vagas lembranças do que fora um dia, deixou-se ficar e parou de lutar. Cumpria as ordens das forças que tudo regem. Não mais vivia. Apenas existia.
As horas passavam lentamente e ela desejou morrer. Mas a grande legião de viajantes, que chegava todo dia, mantinham-na absorta e concentrada na tarefa de levá-los até o outro lado. Os seus ombros, antes altivos e imponentes, começaram a vergar ante o peso que carregavam. Alguns seres, ao chegar na outra margem, não desciam. Ficavam agarrados na Criatura, alimentando-se da força dela, e ela; absorvia as suas dores.
Deu-se conta então, de que não era necessário chamar pela morte. Esta já acontecera e se instalara.
Olhando para o alto, de seus olhos brotou uma prece. Queria renascer.
RESGATE

Movendo lentamente suas pernas dentro do lodo, aproximou-se da margem para buscar novos seres. Havia apenas um a espera. Convidou-o para seguir. O Ser recusou, e adentrou o lago morto.

O descompasso do coração da Criatura, deixou alertas os seus braços, para intervir caso aquele ser rebelde fosse afundar na lama.
Mas, para a sua surpresa, ele seguiu firme e altivo, cantarolando baixinho, e, olhando de soslaio para a Criatura, brindou-a com um sorriso. Que espanto! Aquele Ser era a cópia perfeita do que já fora um dia. E a saudade de um tempo distante assolou seu coração.
Ao chegarem no meio do lago, na exata linha que dividia o antes e o depois, onde ainda era possível a escolha entre retroceder ou prosseguir, o tal Ser parou. Segurando as mãos da Criatura, começou a cantar e a cantar suavemente. Cálidas notas de harmonia impar, fluíram da alma do Ser, bailando sobre o tempo mórbido e rígido, que respeitoso pela intensidade, calou-se e as doou ao Cosmos.
Uma tempestade se formou na alma da Criatura, e o céu, compreensivo também se coloriu de negro. E enquanto a chuva torrencial caia sobre a Terra, lágrimas mornas limpavam o coração dela. E então o milagre se fez. A Criatura começou a cantar. A princípio, com voz banhada pela insegurança, que foi vencida pela alegria e esperança.
O canto se tornou movimento, e a chuva encharcou de vida, o lago morto, que, libertado de seu leito, pôs-se a andar ligeiro, transmutando-se em rio. Num repente de benevolência, a Vida desobrigou a Criatura de sua tarefa, e os seres nela ainda instalados, seguiram a vida que fluía generosa.
O Ser e a Criatura,de mãos dadas, namorando o Caminho novo que lhes acenava, se deixaram levar, sem pressa e sem dor
.(Escrito por Mommentum ad Infinitum)

terça 17 maio 2011 11:24 , em Brincando de Escrever


Invisibilidade

Blog de mommentumadinfinitum :Mommentum ad Infinitum, Invisibilidade

Ontem o tema do Blog Day perguntava: O que você faria se fosse invisível?
Não consegui postar, pois pensei que o que eu tinha a dizer, poderia chocar as pessoas. Mas, a honestidade que tenho sempre para comigo mesma, deu-me coragem para fazer a postagem no dia de hoje.
Eu sempre fui invisível. Começou na mais tenra infância, quando meu mundo desmoronou e eu perdi meu Pai. Ninguém mais me viu, a partir de então.
Não havia colo, carinho, afagos, então percebi que me tornei invisível ao amor. Ninguém percebia a dor que havia dentro de mim.
Quando se é órfão, aparece um punhado de gente para querer ajudar na educação, e como minha mãezinha era muito jovem, tinha apenas 26 anos e quatro crianças para cuidar, muitos parentes se propuseram a "educar-nos". E eu conheci a crueldade. A violência física e emocional. Quem eu era, o que eu pensava, as coisas que gostava, jamais foram questionadas, visto ser eu invisível.
Uma das dores mais intensas foi ser invisível ao Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente: Seres tão reais dentro do imaginário infantil. Eles passavam direto, nunca paravam na minha casa, visto ser eu invisível. E na casa do vizinho, onde havia tanta fartura, o Natal se fazia mágico. E eu espionava e questionava.
Esta é uma pequena parte da vida de um ser completamente invisível. O que isso me trouxe? Muitas marcas, que luto arduamente para tirar de dentro de mim. Não quero manchas escuras dentro do meu coração, mas elas estão lá, e latejam. Muitas vezes viajo a este passado, e tento perdoar quem me feriu, mas ainda não sou tão nobre e nem tão evoluída espiritualmente para me livrar das lembranças por completo.
Quando eu tinha uns nove anos, eu conheci outra criatura invisível. Já ouvira falar dele, mas como também era invisível, nunca havíamos nos encontrado. Batizei-o de PAI DE TODAS AS COISAS, e todos os dias, na hora da Ave- Maria, eu olhava o por do sol, e a Ele contava todas as minhas mágoas. Sabia que era ouvida, pois uma coisa estranha nasceu dentro de mim. Uma alegria esquisita, e eu sorria mesmo quando tinha vontade de chorar. Passou Ele a ser meu amigão, e eu me tornei dependente daquela sensação que provia um lenitivo enorme para minha alminha infante.
Bem, mas voltemos ao tema: Há alguns anos, eu criei um Universo Paralelo, que batizei de "A TERRA DO SEMPRE". É um mundo parecido com a Terra do Nunca onde vive Peter Pan. Eu sempre me identifiquei muito com ele. E por não ter tido uma infância, tratei de consertar isso, optando por jamais crescer.
Nesta minha Terra do Sempre, SEMPRE tudo é possível e SEMPRE se encontra a saída. Seus moradores: os mais variados seres saídos da fantasia convivem pacificamente, e entre risos e lágrimas de emoção, coexistem comigo, que vivo neste plano.
Eu tenho um sonho sim: Gostaria de carregar para dentro desse meu mundo, todas as criaturinhas invisíveis. As que são vítimas da crueldade, da pobreza extrema, em cujos corações, os sonhos foram simplesmente extirpados. Não seriam apenas as crianças, mas todas as formas de vida existente, que se sentem perdidos, neste vasto mundo, por vezes tão egoísta e mesquinho.
De vez em quando, através da escrita, eu busco neste meu outro Universo, alguns personagens que lá residem, e os apresento em forma de fábulas ou pequenas estórias, tentando assim, tocar aqueles corações ainda tão plenos de amor, para que se compadeçam e jamais se esqueçam de olhar ao redor, onde talvez, bem pertinho, esteja alguém, completamente invisível, esperando um pequeno gesto, um simples afago, ou um olhar de compreensão. (Mommentum ad Infinitum)

terça 02 agosto 2011 04:18 , em Textos Diversos


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